domingo, 17 de outubro de 2010
Ode ao meu ódio (ou ao ciúme?)
"Às vezes te odeio por quase um segundo..."
O problema é que o tempo do ódio passa devagar. Espichado, longo. A duração de uma dor. Do ciúme que a alimenta.
Minha avó já dizia para não brincar com vespeiro. Lembrei que a desobediência à sensatez me acompanha desde as fraldas.
Sim, eu poderia ter escolhido só o lado prata da lua. A brisa do fim de tarde. Saber da existência do passado somente em folhas distante do seu diário.
Acreditando ser inatingivel pelo "óbvio", quase imponente e certa de que minhas sessões de psicoterapia me valem mais do que qualquer lindas unhas vermelhas envoltas pelos seus dedos, eu brinquei com meu egoísmo. Advinha? Me dei muitíssimo mal.
Ganhei segundos, vários deles, de ódio por te querer.
Ah, como te odeio por teres violado a mão que tanto amo e venero com um anel que não era meu.
Por teres amado antes de me conhecer.
Por ter sofrido com a distância que não era a minha.
Por teres suposto que a tua perfeição era com outro alguém.
Te odeio, te odeio. E faça-nos um favor, acredite na intensidade desse meu afeto, ainda que ele seja passageiro.
Nessas horas, o inevitável. O sal que rolou no rosto impregnou um amargo na boca.
Injusto, muito injusto.
Meu pobre narcisismo só queria ter te encontrado dentro de uma caixa lacrada, ansiando por mim.
Sem passado. Sem tantos anéis. Sem referência de outros amores. Sem fotos, principalmente.
Ser o primeiro "inusitado" caso de amor. Ser o único. O que te ensinou que longe pode ser perto e acompanhado...
Não, não tente explicar nada. Eu sei de tudo. Das argumentações, das minhas particularidades e, sobretudo, especialidades.
Aquele namorado da foto não era o meu, ok!
...
Agora, só convença o meu ciúme disso.
M
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
É natal... para os paraenses
A minha cidade vai se movimentado diferente e gostoso
Mesmo que muito já se tenha dito sobre essa cidade especialmente viva em seu "natal"
Dificilmente alguém que não tenha nos visto com lágrimas nos olhos quando Ela passa
Ou tenha sido convidado para mesa do nosso mais típico (e não menos forte) almoço
Entenderá do que falo. Sinto. Eu, muitos ou todos nós.
É como se todas as agruras de uma vida supostamente moderna sucumbissem ao simples, por isso mesmo tradicional, encontro de gente. A nossa. Família e famílias de laço que se atam no coração.
No próximo ano, se desejar uma experiência singular que se inicia no sagrado, mas que flerta com o profano.
Que durante todo esse namoro é intenso e vívido como o povo que lhe produz
Te convido para visitar Belém, A cidade das mangueiras, num domingo pra lá de especial. O segundo de Outubro.
Nesse dia rezamos, comemos e festejamos a todos que queremos bem.
É o círio de Nazaré.
A cidade que se pinta de amarelo e branco, com certeza vai te abraçar e te receber muito bem.
E você sabe o que dizem por ai: quem vai ao Pará, parou. Bebeu açai, ficou!
É gente que chega do rio, do ar...do negro asfalto.
Andando, correndo. Quase sempre rezando
Gente que vem de longe, porque a cidade lhe vive bem pertinho do peito.
De perto vem também, sim.
E vem em ondas, marés. Porque somos mesmo muito água. Rios que se disfarçam de mar.E nos multiplicamos, tomamos ruas, transformamo-nos em muitos, em alguns instantes, incrivelmente, uno.
Dificilmente alguém que não tenha nos visto com lágrimas nos olhos quando Ela passa
Ou tenha sido convidado para mesa do nosso mais típico (e não menos forte) almoço
Entenderá do que falo. Sinto. Eu, muitos ou todos nós.
É como se todas as agruras de uma vida supostamente moderna sucumbissem ao simples, por isso mesmo tradicional, encontro de gente. A nossa. Família e famílias de laço que se atam no coração.
No próximo ano, se desejar uma experiência singular que se inicia no sagrado, mas que flerta com o profano.
Que durante todo esse namoro é intenso e vívido como o povo que lhe produz
Te convido para visitar Belém, A cidade das mangueiras, num domingo pra lá de especial. O segundo de Outubro.
Nesse dia rezamos, comemos e festejamos a todos que queremos bem.
É o círio de Nazaré.
A cidade que se pinta de amarelo e branco, com certeza vai te abraçar e te receber muito bem.
E você sabe o que dizem por ai: quem vai ao Pará, parou. Bebeu açai, ficou!
No mês de Outubro, em Belém do Pará são dias de Alegria e muita fé
Começa com extensa romaria matinal o Círio de Nazaré
Que maravilha a procissão e como é linda
A santa em sua berlinda e o romeiro à implorar
Pedindo a Dona em oração para lhe ajudar
Ò Virgem Santa olhai por nós
Olhai por nós Oh! Virgem Santa
Pois precisamos de paz
Em torno da Matriz as barraquinhas com seus pregoeiros
Moças e senhoras do lugar três vestidos fazem pra se apresentar
Tem o circo dos horrores carro-Boi, roda-gigante
As crianças se divertem neste mundo fascinante
E os vendeiros de iguarias à pronunciar
Comidas típicas do estado do Pará
Tem Pato no tucupí mussuã e tacacá
Maniçoba e tucumã açaí e aluã
* Círio de Nazaré: manifestação religiosa, de orientação católica, que ocorre todo o segundo domingo de Outubro nas ruas do centro de Belém-pa. Também é denominado de "o natal dos paraenses" por sua tradição na cultura local e pela mobilização que causa na cidade.
Este ano, são esperados mais de 70.000 turistas para quadra nazarena.
A procissão, que percorre cerca de 5km, indo da Catedral da Sé em direção a Basílica de Nossa Senhora de Nazaré, arrasta aproximadamente 1 milhão de pessoas durante seu trajeto.
terça-feira, 5 de outubro de 2010
Para quem desabrochou: Tulipa
Ainda que eu me esforce para expressar o quanto fui feliz. Inteira. Sua.
Ainda que eu rememore todas as sensações que me deixaste na pele e alma.
E tudo, e muito, ou o quanto for o esforço para extrair de mim uma verdade essencial dos dias em que te tive.
Só você. Apenas você sabe e registrou o dado momento do meu êxtase por uma nova e melhor existência.
Concordo que eu não poderia ser outra coisa que não uma menina maravilhada com tudo o que eu acabara de descobrir sobre mim. Talvez porque já sabia e queria tantas coisas sobre nós.
Não temo mais ser assim tão pura, tão inebriada pelo o que desconfio que seja amor.
O que vivi só serviu para que eu reconhecesse que nunca havia me encontrado antes de me doar a você.
Fico, fico, fico.
MLJ
"Como uma estória que invento o seu fim
quero inventar um você para mim
vai ser melhor quando te conhecer.
olho no olho e flor no jardim
flor, amor, vento devagar
vem, vai, vem, mais"
Tulipa Ruiz- Do amor
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
Quem chega sem avisar, veio pra ficar?
Quando dei por mim, estava esperando grandes (grandes mesmo) comentários às linhas que saiam dos meus equivocados relacionamentos. Ora indo, ora vindo. Quase nunca no lugar certo. Eram convulsões em forma de textos. Tudo ardia e nada se explicava. Urgente e necessário porque longe daqui flerto com um pseudo distanciamento de tudo que possa me provocar umcerto descontrole. Eu finjo. Há quem acredite.
E deu-se um tempo em que me visitar já era lê-lo, rir e me surpreender com os pequenos signos e sua capacidade de alentar a alma, ainda que tudo em mim carecesse do concreto, do ao alcance do tato, que são todos vizinhos da visão. Mas, como diria o velho Buk, o amor é um cão do diabos. Sorrateiro, disfarçado, e por vezes, enigmático. Não vem com manual de instruções. Nem garatias. Nem rede de proteção. "Quem é podre que se quebre?"
Ainda hoje não sei bem quando você transcendeu de "caro amigo" para "melhor namorado". Quando se tornou inevitável lhe escutar por horas. Quando foi impossivel dormir sem você.
Então, depois de muitas luas, chuva e trabalho. Madurgadas, amanhecer e cafés. Cinco horas de voo e frio de rachar os ossos de qualquer paraense, coloquei todos os meus sentidos a serviço do que eu já sentia, sabia: É muito bom chegar em casa!
Agora, olho pela janela e vejo um predio envidraçado, verde. Esperança. Você está nele, em algum lugar, mas, não menos do que está em mim. E que permaneça o tempo que lhe for permitido e desejado, pois só me resta esperar que o fim, e o caminho que leva até ele, seja feliz.
"Vou para ti...vou para teu encontro...como fui no dia que chamou-me ao telefone" (J.C)
MLJ
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
Última paixão
Minha última paixão avassaladora: a forma como tocas o nariz com o polegar.
Porque das tantas coisas que gosto em você, são seus pequenos gestos, aqueles quase imperceptíveis a outros olhos, os que me arrebatam e extinguem qualquer possível distância entre nós.
(Há o4 dias da primavera)
MLJ
Porque das tantas coisas que gosto em você, são seus pequenos gestos, aqueles quase imperceptíveis a outros olhos, os que me arrebatam e extinguem qualquer possível distância entre nós.
(Há o4 dias da primavera)
MLJ
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
"Onde a dor não tem razão"
Canto
Pra dizer que no meu coração
Já não mais se agitam as ondas de uma paixão
Ele não é mais abrigo de amores perdidos
É um lago mais tranqüilo
Onde a dor não tem razão
Nele a semente de um novo amor nasceu
Livre de todo rancor, em flor se abriu
Venho reabrir as janelas da vida
E cantar como jamais cantei
Esta felicidade ainda
Quem esperou, como eu, por um novo carinho
E viveu tão sozinho
Tem que agradecer
Quando consegue do peito tirar um espinho
É que a velha esperança
Já não pode morrer
(Samba enrredo da Portela)
MLJ
Pra dizer que no meu coração
Já não mais se agitam as ondas de uma paixão
Ele não é mais abrigo de amores perdidos
É um lago mais tranqüilo
Onde a dor não tem razão
Nele a semente de um novo amor nasceu
Livre de todo rancor, em flor se abriu
Venho reabrir as janelas da vida
E cantar como jamais cantei
Esta felicidade ainda
Quem esperou, como eu, por um novo carinho
E viveu tão sozinho
Tem que agradecer
Quando consegue do peito tirar um espinho
É que a velha esperança
Já não pode morrer
(Samba enrredo da Portela)
No meu Gremio Recreativo da Felicidade transborda-se bem-querer por todas as alas.
Falar de nós, sentir o que já somos a tanto, há tempos, é o melhor samba enrredo.
E em mim as trasnformações tem se dado antes que qualquer censura me visite a boca, as idéias ou mesmo o coração.
E em mim as trasnformações tem se dado antes que qualquer censura me visite a boca, as idéias ou mesmo o coração.
Quero dançar com você!
MLJ
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
Primavera 2010
"...Abre essa janela, primavera quer entrar
Pra fazer da nossa voz uma só nota.
Canto que é de canto que eu vou chegar
Canto e toco um tanto que é pra te encantar
Canto para mim qualquer coisa assim sobre você
Que explique a minha paz. Tristeza nunca mais"
(Casa pré-fabricada - Los Hermanos)
Quando a nossa primavera chegar
Ainda que o ar esteja demasiadamente seco
No meu peito nunca mais deserto ou solidão.
MLJ
Pra fazer da nossa voz uma só nota.
Canto que é de canto que eu vou chegar
Canto e toco um tanto que é pra te encantar
Canto para mim qualquer coisa assim sobre você
Que explique a minha paz. Tristeza nunca mais"
(Casa pré-fabricada - Los Hermanos)
Quando a nossa primavera chegar
Ainda que o ar esteja demasiadamente seco
No meu peito nunca mais deserto ou solidão.
MLJ
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
"Quando vi você, me apaixonei"
Eu me fiz menina. De mãos nervosas, agitadas e tão frias quanto a sensação que me reinava o estômago.
E sentei e esperei, sem saber como seria atingida pelo que me entraria pelos olhos. Mentia. No fundo já sabia, sempre soube, porque já desejava tudo isso muito antes do primeiro sinal de sua concretude.
- Já te disse que quando nervosa tenho um riso compulsivo?
Eram risos vindo de muito longe, da alma, creio. E irrompiam de anos de aridez, desconfiança e muita economia de mim mesma. Porque antes de nós, fui demasiadamente mansa, distante. Enigma certo para as pessoas erradas.
Enfim cheguei num lugar bom. Estou diante de você.
Seus gestos, sorrisos, e tudo que julga lhe ser imperfeito, eu já amo. Mão, boca. Uma barba para receber nuca, costas e todo meu ser. Eu me rendo a cada sinal vindo do seu corpo. E já nem me lembro dos dias em que fiz uso de tanta invisibilidade.
- Você existe, você existe!!
Preciso renovar essa emoção de lhe ver. Quero ser para sempre essa menina livre das cicatrizes de mulher. Sei do meu vício por palpitações e pelo novo. E fico imensamente feliz em reconhecer que de você, tenho sempre uma surpresa que me indica que o melhor é permanecer ao seu lado. Nunca distante. Mesmo que assim queira a distribuição - temporária - das pessoas sobre a terra.
Não quero uma janela, mas um horizonte inteiro onde possas ser a paisagem.
Que bom ter me contrariado e me visto com nitidez assustadora. Que bom ter sido surpreendida pelo seu ímpeto e grande certeza de que ainda vale a pena tentar.
MLJ
E sentei e esperei, sem saber como seria atingida pelo que me entraria pelos olhos. Mentia. No fundo já sabia, sempre soube, porque já desejava tudo isso muito antes do primeiro sinal de sua concretude.
- Já te disse que quando nervosa tenho um riso compulsivo?
Eram risos vindo de muito longe, da alma, creio. E irrompiam de anos de aridez, desconfiança e muita economia de mim mesma. Porque antes de nós, fui demasiadamente mansa, distante. Enigma certo para as pessoas erradas.
Enfim cheguei num lugar bom. Estou diante de você.
Seus gestos, sorrisos, e tudo que julga lhe ser imperfeito, eu já amo. Mão, boca. Uma barba para receber nuca, costas e todo meu ser. Eu me rendo a cada sinal vindo do seu corpo. E já nem me lembro dos dias em que fiz uso de tanta invisibilidade.
- Você existe, você existe!!
Preciso renovar essa emoção de lhe ver. Quero ser para sempre essa menina livre das cicatrizes de mulher. Sei do meu vício por palpitações e pelo novo. E fico imensamente feliz em reconhecer que de você, tenho sempre uma surpresa que me indica que o melhor é permanecer ao seu lado. Nunca distante. Mesmo que assim queira a distribuição - temporária - das pessoas sobre a terra.
Não quero uma janela, mas um horizonte inteiro onde possas ser a paisagem.
Que bom ter me contrariado e me visto com nitidez assustadora. Que bom ter sido surpreendida pelo seu ímpeto e grande certeza de que ainda vale a pena tentar.
MLJ
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
Calendário
Eu tenho um calendário dentro de mim.
Onde o tempo transcorre só para nós. Descompromissado com as leis alheias, com qalquer dimensão que não seja visitada por nosso querer.
No meu calendário marco as horas que faltam para te encontrar e repousar de tantas batalhas desnecessárias. Para descobrir pra quem me fiz até aqui. E o que se pode fazer com tudo que nos arde. Madrugadas a dentro, dias a fora.
Onde o tempo transcorre só para nós. Descompromissado com as leis alheias, com qalquer dimensão que não seja visitada por nosso querer.
No meu calendário marco as horas que faltam para te encontrar e repousar de tantas batalhas desnecessárias. Para descobrir pra quem me fiz até aqui. E o que se pode fazer com tudo que nos arde. Madrugadas a dentro, dias a fora.
Escrever tem sido pouco para quem quer - tanto, muito e sempre - o tato.
Rompo com linhas e atravesso o país!domingo, 5 de setembro de 2010
Carla
Ela também era uma mulher dourada. Melhor, platinada.
Dessas que dita moda. A primeira a pintar as unhas de rosa chiclete e azul cobalto. A usar pulseiras de couro com cristais (que nos iludiamos serem swarovski). A única demente o suficiente para fazer das sombrancelhas uma tatuagem.
Falava porra e caralho, mas arrematava o dizer nos chamando de "chuchu" ou "flor". Era mesmo de aparentes contraditórios. Estranho pra você? Demonstração de carinho para nós. Talvez, reatividade seja o forte do nosso grupo. Ou estejamos num outro nível do "estar com".
Era de gêmeos. E como bom espécime desse grupo, seu sobrenome era inconstância e sedução. Ora dieta, ora chocolate. Ora religiosa, ora mundana. Todo tempo envolvente.
Avolumava uma sala, uma mesa. Todo o ambiente ao seu redor. Bolsas, sacolas, garrafa e vitaminas. Bobis de cabelo, corretivo e creme anti-rugas.
Não ia ao trabalho. Ia a uma festa. Fazia dos nossos encontros celebração. Se divertia. Nos divertia.
Se amava? Só amava. E trepava, como ela mesma gostava de dizer. E todas as variações de demonstração de afeto que podemos imaginar.
Ficou uma saudade. Um riso ecoando no abrigo e em nossas conversas e em nossos corações.
Mas ainda somos as mesmas pessoas que copartilhavam com ela as piadas mais safadas, as puladas de cerca mais escabrosas. O prazer de sentir prazer e não se envergonhar por isso.
Assim, é proibrido deixar de rir por essas bandas. E falar sonoros caralhos. E deixar de colocar o nosso Moco Oco na berlinda. E mostrar que mulher é péssima quando é boa, gostosa e muito bem humorada.
Poucos do meu mundo real sabem sobre meu blog. Deste espaço que é catártico para tantos sentimentos, que de intensos, evito contactá-los no cotidiano.
Ela sabia. Me lia. Me incentivava. Lesa, nunca aprendeu a comentar. E vibrava com as minhas juras de amor. Ansiava por meu retorno de SP. E antes que qualquer duvida me viesse a boca, ela dizia que o mais certo era ir e só depois neurotizar. Ah, nós os psicólogos e nossas formas bonitas de dizer: ligue o foda-se, meu bem!
Não sei se os bons morrem jovens. De certo, todos que amamos, bons ou não tão bons assim, morrem antes do que desejamos (se é que desejamos). Antes de nos despedirmos a contento. Antes de podermos perdir desculpas pela briga horrivel e palavras mal interpretadas.
Eu te odiei. E te matei dentro de mim mil vezes. Eu quis que você desaparecesse da face da minha terra.
Por bem, quase nada é do jeito que querermos. O tempo e você se encarregaram de me trazer pra perto novamente. E mais do que nunca, agradeço por não ter resistido a sua eterna sedução. Porque fomos felizes e cumplices como nunca antes. Porque acho que nos pedoamos em silêncio, com o novo.
Saber do seu sofrimento me consumiu por dias. Eu precisei do choro compulsivo. De te ver não tão bonita. De ver as flores te caindo sobre.
Ainda penso e rezo por você. Rezo pelo sucesso do Marcelo na tarefa de cuidar da "Mais Gostosa". Rezo também pelo André. E que sua obra na vida dele se fortifique.
Ainda consigo te escutar cantando, "minha irmã". E como cantavas mal.
Consigo te ouvir perguntando se eu sabia a estória daquela música derradeira. Eu não sabia, e de algma forma era a sua despedida também. Me faz muito sentido agora.
Porra, filha, valeu pela carona. Boa viagem. Qualquer coisa, me liga.
Vai com Deus!
Não sei porque você se foi
Quantas saudades eu senti
E de tristezas vou viver
E aquele adeus não pude dar...
Você marcou em minha vida
Viveu, morreu
Na minha história
Chego a ter medo do futuro
E da solidão
Que em minha porta bate...
E eu!
Gostava tanto de você
Gostava tanto de você...
Eu corro, fujo desta sombra
Em sonho vejo este passado
E na parede do meu quarto
Ainda está o seu retrato
Não quero ver pra não lembrar
Pensei até em me mudar
Lugar qualquer que não exista
O pensamento em você...
E eu!
Gostava tanto de você
Gostava tanto de você...
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