Nas primeiras horas do dia ele chegou.
Trouxe consigo paz e a felicidade em seu sorriso sem som.
O cheiro da pele que se esforçou para sobreviver na memória.
O tempo que dá tempo de sorver o amor. De xícara e tabaco. Riso e afago. Lento e precioso
Ele veio
E ela sentiu que era mais
Inclusive feliz.
Foi tudo tão rápido e bom, que ainda é dificil entender que você não está mais aqui.
Ficou promessa de um volto logo (sem nunca ter partido). O desejo de te encontrar numa esquina amazônica. Uma certeza quase ingênua que isso ocorrera no instante seguinte.
As lembranças trasnbordam o olhar que já não é o mesmo sobre a cidade.
Esperando aviões. Esperando você.
MLJ
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
terça-feira, 23 de novembro de 2010
Acorda
E quando eu vou embora
Eu sei que meu coração pode ficar com meu amor
É compreensível
Está nas mãos do meu amor
E meu amor faz isso bem
Meu amor faz isso bem
E quando os armários estão vazios
Eu ainda acho algo lá com meu amor
É compreensível
É todo lugar com o meu amor
E meu amor faz isso bem
Meu amor faz isso bem
Eu amo o meu amor
Somente meu amor segura a outra chave para mim
Meu amor, meu amor
Somente meu amor faz bem isso para mim
Meu amor faz isso bem
Nunca me pergunte porque
Eu nunca digo adeus ao meu amor
É compreensível
É todo lugar com o meu amor
E meu amor faz isso bem
Meu amor faz isso bem
Eu amor o meu amor
Somente meu amor faz bem isso para mim
(My Love - "Sir" Paul)
MLJ
Eu sei que meu coração pode ficar com meu amor
É compreensível
Está nas mãos do meu amor
E meu amor faz isso bem
Meu amor faz isso bem
E quando os armários estão vazios
Eu ainda acho algo lá com meu amor
É compreensível
É todo lugar com o meu amor
E meu amor faz isso bem
Meu amor faz isso bem
Eu amo o meu amor
Somente meu amor segura a outra chave para mim
Meu amor, meu amor
Somente meu amor faz bem isso para mim
Meu amor faz isso bem
Nunca me pergunte porque
Eu nunca digo adeus ao meu amor
É compreensível
É todo lugar com o meu amor
E meu amor faz isso bem
Meu amor faz isso bem
Eu amor o meu amor
Somente meu amor faz bem isso para mim
(My Love - "Sir" Paul)
Sob a luz azul da tv, me misturo entre lágrimas, lençol e sua ausência.
A matéria saudade pesa demais quando o ouvir não te alcança.
- Acorda. Não me deixe tão em paz...
(porque isso já parece um vazio)
Vem ouvir o Paul
E me salve da falta
E me salve da falta
Pois somente você faz bem isso.
MLJ
sábado, 20 de novembro de 2010
Dos dias bons
Silêncio.
Para me entender melhor.
Solidão.
Para tirar férias em mim.
Distância
Para lembrar do que (de quem) seja verdadeiramente relevante.
Orar
porque tenho o que agradecer, pelo que chorar e do que me arrepender.
...
Hoje, e por muito tempo, é proibido me roubar de mim. Impedir minha doação às efemeridades, porque nelas sou mais feliz. Sem reboliço, sem excessos ou exaustão.
Fase intimista. Nada de super população no pensamento, mas, num intenso flerte com a serenidade.
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
Seu céu veio me visitar
O céu de hoje não se vê muito por aqui.
De um branco gelo, quase cinza. Cor morta, inexpressiva.
O habitual amarelo estava preguiçoso. Ainda dormia.
Eu já vi esse céu antes. O vi com você.
Lembrei do quanto já te amo. E quase isso a sua cidade.
Mas esses amores prescindem de tempo. Ou de visita, não?
Não. Parece que não.
MLJquarta-feira, 3 de novembro de 2010
Outras tantas possibilidades
Porque nunca isso antes?
Como foi que cheguie aqui sem ao menos notar?
E se você tivesse ficado rico?
Se seu último amor ainda fosse o atual?
Se eu tivesse me deixado engedrar pela mesmice, pelo mais cômodo e óbvio?
E se não houvesse um dia 12, um vaso, violetas e presentes atrasados?
Como seriamos se o (pseudo)seguro tivesse me impedido de te ver?
...Das outras tantas possibilidades de estar neste exato lugar, deste exato modo, eu nunca saberei. Mas de certo, hoje teria sido mais uma sessão de cinema com o toque da solidão, de uma felicidade abortada, um viver desprendido... por ser solitário.
E se me falta lhe terao alcance dos meu carinhos de pele, nunca se afasta dos meus carinhos de alma.
Suprema felicidade parece ser não fugir do que a vida pode oferecer.Nem tão certa, nem tão errada.
ETA
MLJ
Como foi que cheguie aqui sem ao menos notar?
E se você tivesse ficado rico?
Se seu último amor ainda fosse o atual?
Se eu tivesse me deixado engedrar pela mesmice, pelo mais cômodo e óbvio?
E se não houvesse um dia 12, um vaso, violetas e presentes atrasados?
Como seriamos se o (pseudo)seguro tivesse me impedido de te ver?
...Das outras tantas possibilidades de estar neste exato lugar, deste exato modo, eu nunca saberei. Mas de certo, hoje teria sido mais uma sessão de cinema com o toque da solidão, de uma felicidade abortada, um viver desprendido... por ser solitário.
E se me falta lhe terao alcance dos meu carinhos de pele, nunca se afasta dos meus carinhos de alma.
Suprema felicidade parece ser não fugir do que a vida pode oferecer.Nem tão certa, nem tão errada.
ETA
MLJ
domingo, 24 de outubro de 2010
Sobre sapatos e desculpas
Eu só queira que você soubesse...
Que de tanto te querer, temo não te ver mais. Nunca mais.
Que eu me envergonho de não ser tão compreensiva com as tantas coisas, com os tantos quilomentros, que nos mantem separados
Que um dia desses cresço e me torno tão certa das minhas dúvidas e certezas quanto você
Queria também que você soubesse...
Que não vou esperar mais que algo especial aconteça apenas por ser uma data
(porque pequenas coisas podem ocorrer e não quero que elas percam a devida importância).
Que eu usei o par de sapatos que você escolheu pra mim
Por acreditar que eles não mereçam a punição da espera indeterminada...
Mas, se você diz que ainda vem. Tudo muda. Eu mudo
Limpo os meus saltos e apago da memoria o dia em que duvidei do futuro
E voltaremos a ser novos. Eu e eles
Como pede o nosso (re)encontro de almas.
Desculpa.
MLJ
Que de tanto te querer, temo não te ver mais. Nunca mais.
Que eu me envergonho de não ser tão compreensiva com as tantas coisas, com os tantos quilomentros, que nos mantem separados
Que um dia desses cresço e me torno tão certa das minhas dúvidas e certezas quanto você
Queria também que você soubesse...
Que não vou esperar mais que algo especial aconteça apenas por ser uma data
(porque pequenas coisas podem ocorrer e não quero que elas percam a devida importância).
Que eu usei o par de sapatos que você escolheu pra mim
Por acreditar que eles não mereçam a punição da espera indeterminada...
Mas, se você diz que ainda vem. Tudo muda. Eu mudo
Limpo os meus saltos e apago da memoria o dia em que duvidei do futuro
E voltaremos a ser novos. Eu e eles
Como pede o nosso (re)encontro de almas.
Desculpa.
MLJ
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
Italianissimo
Quando tudo ao meu redor anda desinteressante e 'monocromático'.
Quando nada fala sobre mim e como me sinto, não resisto e fujo.
Busco um pouco de paz. Um silêncio que possa vir de dentro. Algo entre as idéias e o coração.
Desligo do mundo pra tentar me encontrar...
...
Mas por aqui só há você
Atrevessiamo!
Quando nada fala sobre mim e como me sinto, não resisto e fujo.
Busco um pouco de paz. Um silêncio que possa vir de dentro. Algo entre as idéias e o coração.
Desligo do mundo pra tentar me encontrar...
...
Mas por aqui só há você
Atrevessiamo!
domingo, 17 de outubro de 2010
Ode ao meu ódio (ou ao ciúme?)
"Às vezes te odeio por quase um segundo..."
O problema é que o tempo do ódio passa devagar. Espichado, longo. A duração de uma dor. Do ciúme que a alimenta.
Minha avó já dizia para não brincar com vespeiro. Lembrei que a desobediência à sensatez me acompanha desde as fraldas.
Sim, eu poderia ter escolhido só o lado prata da lua. A brisa do fim de tarde. Saber da existência do passado somente em folhas distante do seu diário.
Acreditando ser inatingivel pelo "óbvio", quase imponente e certa de que minhas sessões de psicoterapia me valem mais do que qualquer lindas unhas vermelhas envoltas pelos seus dedos, eu brinquei com meu egoísmo. Advinha? Me dei muitíssimo mal.
Ganhei segundos, vários deles, de ódio por te querer.
Ah, como te odeio por teres violado a mão que tanto amo e venero com um anel que não era meu.
Por teres amado antes de me conhecer.
Por ter sofrido com a distância que não era a minha.
Por teres suposto que a tua perfeição era com outro alguém.
Te odeio, te odeio. E faça-nos um favor, acredite na intensidade desse meu afeto, ainda que ele seja passageiro.
Nessas horas, o inevitável. O sal que rolou no rosto impregnou um amargo na boca.
Injusto, muito injusto.
Meu pobre narcisismo só queria ter te encontrado dentro de uma caixa lacrada, ansiando por mim.
Sem passado. Sem tantos anéis. Sem referência de outros amores. Sem fotos, principalmente.
Ser o primeiro "inusitado" caso de amor. Ser o único. O que te ensinou que longe pode ser perto e acompanhado...
Não, não tente explicar nada. Eu sei de tudo. Das argumentações, das minhas particularidades e, sobretudo, especialidades.
Aquele namorado da foto não era o meu, ok!
...
Agora, só convença o meu ciúme disso.
M
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
É natal... para os paraenses
A minha cidade vai se movimentado diferente e gostoso
Mesmo que muito já se tenha dito sobre essa cidade especialmente viva em seu "natal"
Dificilmente alguém que não tenha nos visto com lágrimas nos olhos quando Ela passa
Ou tenha sido convidado para mesa do nosso mais típico (e não menos forte) almoço
Entenderá do que falo. Sinto. Eu, muitos ou todos nós.
É como se todas as agruras de uma vida supostamente moderna sucumbissem ao simples, por isso mesmo tradicional, encontro de gente. A nossa. Família e famílias de laço que se atam no coração.
No próximo ano, se desejar uma experiência singular que se inicia no sagrado, mas que flerta com o profano.
Que durante todo esse namoro é intenso e vívido como o povo que lhe produz
Te convido para visitar Belém, A cidade das mangueiras, num domingo pra lá de especial. O segundo de Outubro.
Nesse dia rezamos, comemos e festejamos a todos que queremos bem.
É o círio de Nazaré.
A cidade que se pinta de amarelo e branco, com certeza vai te abraçar e te receber muito bem.
E você sabe o que dizem por ai: quem vai ao Pará, parou. Bebeu açai, ficou!
É gente que chega do rio, do ar...do negro asfalto.
Andando, correndo. Quase sempre rezando
Gente que vem de longe, porque a cidade lhe vive bem pertinho do peito.
De perto vem também, sim.
E vem em ondas, marés. Porque somos mesmo muito água. Rios que se disfarçam de mar.E nos multiplicamos, tomamos ruas, transformamo-nos em muitos, em alguns instantes, incrivelmente, uno.
Dificilmente alguém que não tenha nos visto com lágrimas nos olhos quando Ela passa
Ou tenha sido convidado para mesa do nosso mais típico (e não menos forte) almoço
Entenderá do que falo. Sinto. Eu, muitos ou todos nós.
É como se todas as agruras de uma vida supostamente moderna sucumbissem ao simples, por isso mesmo tradicional, encontro de gente. A nossa. Família e famílias de laço que se atam no coração.
No próximo ano, se desejar uma experiência singular que se inicia no sagrado, mas que flerta com o profano.
Que durante todo esse namoro é intenso e vívido como o povo que lhe produz
Te convido para visitar Belém, A cidade das mangueiras, num domingo pra lá de especial. O segundo de Outubro.
Nesse dia rezamos, comemos e festejamos a todos que queremos bem.
É o círio de Nazaré.
A cidade que se pinta de amarelo e branco, com certeza vai te abraçar e te receber muito bem.
E você sabe o que dizem por ai: quem vai ao Pará, parou. Bebeu açai, ficou!
No mês de Outubro, em Belém do Pará são dias de Alegria e muita fé
Começa com extensa romaria matinal o Círio de Nazaré
Que maravilha a procissão e como é linda
A santa em sua berlinda e o romeiro à implorar
Pedindo a Dona em oração para lhe ajudar
Ò Virgem Santa olhai por nós
Olhai por nós Oh! Virgem Santa
Pois precisamos de paz
Em torno da Matriz as barraquinhas com seus pregoeiros
Moças e senhoras do lugar três vestidos fazem pra se apresentar
Tem o circo dos horrores carro-Boi, roda-gigante
As crianças se divertem neste mundo fascinante
E os vendeiros de iguarias à pronunciar
Comidas típicas do estado do Pará
Tem Pato no tucupí mussuã e tacacá
Maniçoba e tucumã açaí e aluã
* Círio de Nazaré: manifestação religiosa, de orientação católica, que ocorre todo o segundo domingo de Outubro nas ruas do centro de Belém-pa. Também é denominado de "o natal dos paraenses" por sua tradição na cultura local e pela mobilização que causa na cidade.
Este ano, são esperados mais de 70.000 turistas para quadra nazarena.
A procissão, que percorre cerca de 5km, indo da Catedral da Sé em direção a Basílica de Nossa Senhora de Nazaré, arrasta aproximadamente 1 milhão de pessoas durante seu trajeto.
terça-feira, 5 de outubro de 2010
Para quem desabrochou: Tulipa
Ainda que eu me esforce para expressar o quanto fui feliz. Inteira. Sua.
Ainda que eu rememore todas as sensações que me deixaste na pele e alma.
E tudo, e muito, ou o quanto for o esforço para extrair de mim uma verdade essencial dos dias em que te tive.
Só você. Apenas você sabe e registrou o dado momento do meu êxtase por uma nova e melhor existência.
Concordo que eu não poderia ser outra coisa que não uma menina maravilhada com tudo o que eu acabara de descobrir sobre mim. Talvez porque já sabia e queria tantas coisas sobre nós.
Não temo mais ser assim tão pura, tão inebriada pelo o que desconfio que seja amor.
O que vivi só serviu para que eu reconhecesse que nunca havia me encontrado antes de me doar a você.
Fico, fico, fico.
MLJ
"Como uma estória que invento o seu fim
quero inventar um você para mim
vai ser melhor quando te conhecer.
olho no olho e flor no jardim
flor, amor, vento devagar
vem, vai, vem, mais"
Tulipa Ruiz- Do amor
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