Quando ele se faz príncipe
Eu me deixo encantar.
Minha felicidade até parece castigo por tanto maldizer, no passado, às coisas bobas e clichês da vida.
Pode castigar, todos os dias, de preferência. Eu aguento!
MLJ
sábado, 2 de abril de 2011
quarta-feira, 23 de março de 2011
Choro, falta de ar e um banheiro
Ainda tremendo, acabo de fazer mais uma descoberta sobre mim: Sou claustrofóbica.
A ironia é descobrir o quanto o confinamento é insuportável para minha natureza do lado da grade onde julgamos estar libertos.
Eu que tento convercer as minhas clientes do contrário, descobrir que parede pode engolir gente, sim!
Por isso, de hoje em diante, na cadeia, "xixi" só com a porta do banheiro aberta.
A ironia é descobrir o quanto o confinamento é insuportável para minha natureza do lado da grade onde julgamos estar libertos.
Eu que tento convercer as minhas clientes do contrário, descobrir que parede pode engolir gente, sim!
Por isso, de hoje em diante, na cadeia, "xixi" só com a porta do banheiro aberta.
terça-feira, 22 de março de 2011
Uma nova primeira vez
Novamente carnaval.
Novamente, carnaval em Sampa. Tudo igual? Quase tudo diferente. Nem mesmo eu sou aquela introspectiva admiradora de prédios que temia ser engolida pela megalópole.
Hoje não espero alguem no aeroporto. Não espero ansiosamente quem queira me salvar de mim mesma.
Hoje sou uma que volta para onde tanto fui feliz. Volto para quem merece toda minha aflição em voar com tempo instável...
Fico tentando imaginar aqueles grandes olhos castanhos derramando felicidades sobre mim. Fico me prometendo ser mais atenta a todos os detalhes daquele lugar. De nós naquele lugar.Café, saguão, frio e coração rasgando o peito de ansiedade.
Se da primeira vez eu tinha poucas promessas, desta, quero mais é me perder na cidade com você. E falar assim já me lembra Roberto DaMatta comentando Jorge Amado (que desisti de ler por que se atreveu falar de quedas de avião. Não tenho saúde pra isso em meio a um vôo!!!). Eu que gosto tanto de "primeira vez", concordo com ele que esta reside em nosso poder de reivenção do estar no mundo diante das "mesmas coisas".
Foi assim que na primeira vez eu me dei pouco. Me poupei e poupei a cidade de me conhecer. Me poupei também para quem supunha ser importante. E voltei vazia, ainda que orgulhosa de uma tal autonomia afetiva.
A primeira vez seguinte liguei meu "vou pagar pra ver". E o investimento valeu cada centavo e o pulo sem rede de proteção. Cada noite mal dormida . Cada oração durnte um infindável voo. Tudo o que não nomeio mas que ainda rende em nos e capitaliza a especialidade do nosso encontro.
Dessa primeira vez nem sei o que (não) esperar. Ansiar para deitar na tua cama, senti o cheiro das miudezas que te constituem, deixar pistas no que tens de mais particular. Criado mudo, canção e mais café. E quem sabe também praça Por-do-sol, um pouquinho de Ibirapuera, chopp.. . beijos. roubados, consentidos, infinitos.
Vamos pousar. Afivelarei o sinto. Estou tão perto e nem sabes. Um pouco de surpresa para aquecer o coração. E nosso carnaval já pode começar..
MLJ
ETA
Novamente, carnaval em Sampa. Tudo igual? Quase tudo diferente. Nem mesmo eu sou aquela introspectiva admiradora de prédios que temia ser engolida pela megalópole.
Hoje não espero alguem no aeroporto. Não espero ansiosamente quem queira me salvar de mim mesma.
Hoje sou uma que volta para onde tanto fui feliz. Volto para quem merece toda minha aflição em voar com tempo instável...
Fico tentando imaginar aqueles grandes olhos castanhos derramando felicidades sobre mim. Fico me prometendo ser mais atenta a todos os detalhes daquele lugar. De nós naquele lugar.Café, saguão, frio e coração rasgando o peito de ansiedade.
Se da primeira vez eu tinha poucas promessas, desta, quero mais é me perder na cidade com você. E falar assim já me lembra Roberto DaMatta comentando Jorge Amado (que desisti de ler por que se atreveu falar de quedas de avião. Não tenho saúde pra isso em meio a um vôo!!!). Eu que gosto tanto de "primeira vez", concordo com ele que esta reside em nosso poder de reivenção do estar no mundo diante das "mesmas coisas".
Foi assim que na primeira vez eu me dei pouco. Me poupei e poupei a cidade de me conhecer. Me poupei também para quem supunha ser importante. E voltei vazia, ainda que orgulhosa de uma tal autonomia afetiva.
A primeira vez seguinte liguei meu "vou pagar pra ver". E o investimento valeu cada centavo e o pulo sem rede de proteção. Cada noite mal dormida . Cada oração durnte um infindável voo. Tudo o que não nomeio mas que ainda rende em nos e capitaliza a especialidade do nosso encontro.
Dessa primeira vez nem sei o que (não) esperar. Ansiar para deitar na tua cama, senti o cheiro das miudezas que te constituem, deixar pistas no que tens de mais particular. Criado mudo, canção e mais café. E quem sabe também praça Por-do-sol, um pouquinho de Ibirapuera, chopp.. . beijos. roubados, consentidos, infinitos.
Vamos pousar. Afivelarei o sinto. Estou tão perto e nem sabes. Um pouco de surpresa para aquecer o coração. E nosso carnaval já pode começar..
MLJ
ETA
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
Desculpa, você....
É hora de olhar pra dentro. No entanto, não posso esquecer do lado, lado de fora, que fica ai nesse lugar
Mas são tantas as demandas, tantas angustias e uma genorme dose de ansiedade que acabo por esquecer do lado. Desse que fica fora, longe perto.
No movimento inverso do crescer, me afasto. É do sono, o cansaço, fuga ou por ser catavento... e vou deixando pra mais tarde. E fica tarde demais pra ligar
Mas quando chega mensagem, sou despertada para o que de especial tenho - e teimo em negligênciar. Prometo me redimir. Eu vou. Eu chego lá. "Em verdade", não demora estarei ai.
Até lá vou precisando do meu tempo e da sua compreensão...
Desculpa?
MLJ
Mas são tantas as demandas, tantas angustias e uma genorme dose de ansiedade que acabo por esquecer do lado. Desse que fica fora, longe perto.
No movimento inverso do crescer, me afasto. É do sono, o cansaço, fuga ou por ser catavento... e vou deixando pra mais tarde. E fica tarde demais pra ligar
Mas quando chega mensagem, sou despertada para o que de especial tenho - e teimo em negligênciar. Prometo me redimir. Eu vou. Eu chego lá. "Em verdade", não demora estarei ai.
Até lá vou precisando do meu tempo e da sua compreensão...
Desculpa?
MLJ
sábado, 29 de janeiro de 2011
Uma paz me tomou repentinamentoe quando sentei ao lado da moça de terço na mão. Estranha paz, hipnotizante cena roubada pelo canto do olho e quase interrompida pelo celular que me chama.
Ela me parece tão concentrada e perdida em sussurros. Seus dedos dançam com as pequenas contas de madeira.Começo a achar que este dia tem um fio condutor, um tema. Há tempos não tenho um desses por aqui. Não raro eles têm sido turvos, desbotados (ou essa fui eu?). Estive na superficie deles. Mas minhas pelejas de sempre, meu sofrer antigo, me trazem o beneficio da profundidade.
Afundei-me em horas de tristeza. Escrevi sobre meu coração. Chorei e paralize, mas suponho que a mensagem aguardada pode estar chegando. E hoje volto pra casa com sorriso nos lábios que irão beijá-los.
Resolvi fazer o concurso que por semanas professei aos quantros cantos do meu mundo ser pouco demais para mim... Entusiasmo chegando.
Ela me parece tão concentrada e perdida em sussurros. Seus dedos dançam com as pequenas contas de madeira.Começo a achar que este dia tem um fio condutor, um tema. Há tempos não tenho um desses por aqui. Não raro eles têm sido turvos, desbotados (ou essa fui eu?). Estive na superficie deles. Mas minhas pelejas de sempre, meu sofrer antigo, me trazem o beneficio da profundidade.
Afundei-me em horas de tristeza. Escrevi sobre meu coração. Chorei e paralize, mas suponho que a mensagem aguardada pode estar chegando. E hoje volto pra casa com sorriso nos lábios que irão beijá-los.
Resolvi fazer o concurso que por semanas professei aos quantros cantos do meu mundo ser pouco demais para mim... Entusiasmo chegando.
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
Invenção
Inventei um lugar novo para a felicidade gostar de morar.
Um novo mundo que comporta dois onde antes me parecia só caber um.
Eu invento - sempre inventarei - motivos para não me afastar do abraço, da barba e do beijo
Só não sei se sou capaz de inventar o riso quando você tiver que partir.
Um novo mundo que comporta dois onde antes me parecia só caber um.
Eu invento - sempre inventarei - motivos para não me afastar do abraço, da barba e do beijo
Só não sei se sou capaz de inventar o riso quando você tiver que partir.
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
Coisa de menino
Meu amor é um menino
Que brinca com carrinhos em quase velocidade
Faz sonhos de rodas, ligas e carroceria
E diverte outros meninos
Quando lhes concede seus brinquedos - de tão pequenos, mágicos.
Meu amor sabe correr e até voar
Por que é feliz, como as (eternas) crianças ainda teimam ser.
MLJ
mais sobre carrinhos e o menino
Que brinca com carrinhos em quase velocidade
Faz sonhos de rodas, ligas e carroceria
E diverte outros meninos
Quando lhes concede seus brinquedos - de tão pequenos, mágicos.
Meu amor sabe correr e até voar
Por que é feliz, como as (eternas) crianças ainda teimam ser.
MLJ
domingo, 2 de janeiro de 2011
Saudade
Antes que o novo dia chegue, seu especial dia, quero dissipar qualquer pesar pela nossa distância. Porque se a saudade é dor que aturde, traz também em sí algum alento.
E quando ela faz arder por dentro, sou lembrada de quem insubstituivelmente quero. Do que me falta agora. De uma completude vivida com o outro.
Saudade foi me ver indo com você. Meu cheiro, meu afago. Meu gosto, minha solidão. E te rever, me rever, é tão necessário e urgente quanto realizar todas as formas de amar que inventamos.
A saudade que sinto de ti é um prazer na dor. Porque das tantas dores que já me permiti sentir só a saudade de você me edifica e faz melhor.
Oh, pedaço de mim
Oh, metade afastada de mim
Leva o teu olhar
Que a saudade é o pior tormento
É pior do que o esquecimento
É pior do que se entrevar
Oh, pedaço de mim
Oh, metade exilada de mim
Leva os teus sinais
Que a saudade dói como um barco
Que aos poucos descreve um arco
E evita atracar no cais
Oh, pedaço de mim
Oh, metade arrancada de mim
Leva o vulto teu
Que a saudade é o revés de um parto
A saudade é arrumar o quarto
Do filho que já morreu
Oh, pedaço de mim
Oh, metade amputada de mim
Leva o que há de ti
Que a saudade dói latejada
É assim como uma fisgada
No membro que já perdi
Oh, pedaço de mim
Oh, metade adorada de mim
Lava os olhos meus
Que a saudade é o pior castigo
E eu não quero levar comigo
A mortalha do amor
Adeus
Pedaço de Mim - Chico Buarque
E quando ela faz arder por dentro, sou lembrada de quem insubstituivelmente quero. Do que me falta agora. De uma completude vivida com o outro.
Saudade foi me ver indo com você. Meu cheiro, meu afago. Meu gosto, minha solidão. E te rever, me rever, é tão necessário e urgente quanto realizar todas as formas de amar que inventamos.
A saudade que sinto de ti é um prazer na dor. Porque das tantas dores que já me permiti sentir só a saudade de você me edifica e faz melhor.
Oh, pedaço de mim
Oh, metade afastada de mim
Leva o teu olhar
Que a saudade é o pior tormento
É pior do que o esquecimento
É pior do que se entrevar
Oh, pedaço de mim
Oh, metade exilada de mim
Leva os teus sinais
Que a saudade dói como um barco
Que aos poucos descreve um arco
E evita atracar no cais
Oh, pedaço de mim
Oh, metade arrancada de mim
Leva o vulto teu
Que a saudade é o revés de um parto
A saudade é arrumar o quarto
Do filho que já morreu
Oh, pedaço de mim
Oh, metade amputada de mim
Leva o que há de ti
Que a saudade dói latejada
É assim como uma fisgada
No membro que já perdi
Oh, pedaço de mim
Oh, metade adorada de mim
Lava os olhos meus
Que a saudade é o pior castigo
E eu não quero levar comigo
A mortalha do amor
Adeus
Pedaço de Mim - Chico Buarque
quarta-feira, 29 de dezembro de 2010
Beijo
Acho que o roubei o primeiro beijo.
Igual aqueles que, na meninice, rouba-se do amiguinho mais querido, “perfeitinho”, especial.
De certo modo, o beijo foi mesmo num amigo desses, mas distante. Sem cheiro e nem gosto. Sem peso ou mão.
Foi num menino com a casa nas costas. Que ria e se escondia – tentava - atrás da coluna. Ria e quase não me achava.
Se fecho os olhos ainda posso vê-lo brincar.
Um beijo pode ser alegria do reencontro, carinho extravasado, atracar no porto certo.
Pode ser parque de diversão, recompensa e até alento.
Para tantas horas de voo
Ou tantos anos de espera.
Igual aqueles que, na meninice, rouba-se do amiguinho mais querido, “perfeitinho”, especial.
De certo modo, o beijo foi mesmo num amigo desses, mas distante. Sem cheiro e nem gosto. Sem peso ou mão.
Foi num menino com a casa nas costas. Que ria e se escondia – tentava - atrás da coluna. Ria e quase não me achava.
Se fecho os olhos ainda posso vê-lo brincar.
Um beijo pode ser alegria do reencontro, carinho extravasado, atracar no porto certo.
Pode ser parque de diversão, recompensa e até alento.
Para tantas horas de voo
Ou tantos anos de espera.
domingo, 26 de dezembro de 2010
Banzo
Não sei se tenho mais saudade de você ou de sua cidade.
Agora, sofro de um banzo às avesas por tudo que ainda não vivi.
Te amo. em nosso primeiro natal.
MLJ
Agora, sofro de um banzo às avesas por tudo que ainda não vivi.
Te amo. em nosso primeiro natal.
MLJ
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