sábado, 24 de março de 2012

O que eles estão dizendo?

"Eu não enxergo mesmo
Não me veja fazendo
As coisas que dizem que eu ando fazendo
Posso ouvir os conselhos de quem me quer bem e tem medo
Mas não entendo o que eles estão dizendo"

 (Paulo Miklos- Vai acontecer de novo)


Se o ideal ainda é sobreviver no final, então que eu não me perca das minhas certezas, mesmo que elas sejam outras na chegada.
Quem é o cego? o temeroso ou o insensato?
Passado o tempo do desejo insano pelos arroubos que reafirmarião que eu ainda vivia, confesso que ainda tenho dúvida sobre o que eles estão dizendo a meu respeito.
Desconfio que esse é o jogo de forças que realmente me diz que estou viva e conflituosamente feliz!

quinta-feira, 22 de março de 2012

O ser humano me apaixona
O problema que paixão não implica apenas em amor. Muitas vezes, é impaciência que flerta com raiva contida ou pensamentos pouco admiráveis.
Sempre estou apaixonada por uma nova pessoa, novas idéias, uma nova atividade e, sobretudo, pela sensação de ter encontrado quem me fala o que eu nunca disse a ninguém.
Mas paixão é coisa que dá e passa, quase sempre com hora certa pra acabar.
E do alto da minha arrogância, arfo com a certeza que a decepção é inevitável.

Duro é imaginar outros desarranjados a quem nada restava a não ser eu decepcioná-los.

sábado, 17 de março de 2012

Ciúme

Ciúme é faca afiada que faz corte rápido.
E sangra. Como sangra.

quinta-feira, 15 de março de 2012

E no futuro, por que não?

Semana já terminando. E eu riscando os dias no calendário.
Não só para vê-lo, mas para viver algo ainda inominável. Tenho tido uma discreta certeza de que algo animador está para acontecer. Ou torço, ou desejo isso.
Talvez seja apenas a promessa de dias de folga, dias felizes. Ensaios para um futuro que me parece tão certo quando estou ao lado dele. Mas este além tem que ser seguro. E comportar a todos que amamos.
Quero uma casa com quarto para meninos. Carrinhos e jogos - para os pequenos e os que nunca o deixaram de ser aos nossos olhos.
Desejosa por um lar moderno, permeado pelo velho e bom amor.
Seus, meu (e porque não nosso?). Todos nós!

sábado, 10 de março de 2012

Fantasmas

- Mamaia, os fantasmas existem mais dentro da nossa cabeça do que na realidade...

Meu riso roubado sabe o quanto de sabedoria há nesta frase da minha criança.
Ontem, precisei parir fantasmas diante de ti para que eles não destruíssem minha promessa de felicidade.
Atordoada pelo cansaço? pela distância? por ter que me convencer que sou adulta e suporto retardar o prazer?
Com medidas precisas e venenosas, desses ingredientes fiz lanças e nos ferir.
Corri o risco de ficar errante dentro do nosso caso, sem ele ser mais nosso.
Mas de risco se vive e sobrevive.
Ainda me ajustando ao novo cenário. A você ter voltado, sem ao menos saber que tinhas ido embora.
Você aprendeu rápido meus golpes de esquivas como medidas desesperadas. Surpreendentemente aprendi a esperar a bonança e controlar o ímpeto da fuga. Exorcizar os fantasmas.

MLJ

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Vida

"Life is very short
and there´s no time
for fussing and fighting, my friend"
(A vida é muito curta e não há tempo para implicâncias e brigas, meu amigo -  the beatles )



Só preciso acreditar que passar por aqui, implica em ter felicidade. Ser broto que cresce em direção ao sol.
Tenho ido a Índia e me perfumado de inceso. Tenho sentado sozinha, permitindo que a luz me invada. Que a compreensão venha.
Um coração manso eu quero ter.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Medo

Tenho medo de sentir dor. Tenho medo da morte. Tenho medo crises de ansiedade
Tive medo de viver tudo isso há dois dias.
Exagero ou não, superei meus medos. Me fortaleço a cada pontada, a cada ardor dos meus pontos.
Faço-me melhor, porque tive um lapso de sensatez e não voltei atrás quando tudo parecia desfavorável.
Faço-me mais inteira para quem eu amo. E já posso voltar a sonhar com um certo encontro.
Só posso agradecer a  Quem me deu uma família continente e amorosa.
Saudade do meu muleque, mas muito confiante em todos que são meus olhos e mãos, na minha ausência da carne

domingo, 8 de janeiro de 2012

Se é verdade que houveram dias em que bati atrás de mim a porta da nossa história, sem ao menos você saber, hoje sou uma outra que passeia longe desse precipício. Sou mais feliz e cheia de certezas.
Hoje é dia de regresso. Do seu abraço me vestindo. Do seu peito que me acolhe e onde minhas mãos se perdem em carinhos infindáveis nos seus pêlos.
Penso em me cercar dos nossos signos e músicas e cheiros que só existem na memória do meu tesão.
Penso em criar formas de exaltar sua existência em mim onde ninguém é capaz de perceber.
Estou apaixonada mais uma vez por você.
Renovo promessas de que as lágrimas só nos visitarão quando do prazer ou felicidade.



ETA

MLJ

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Quando uma pedra expulsou a gostosa gordura da minha vida

Se é para cortar os excessos. O que não cabe ou  faz mal. Então, mete logo a faca, doutor!
Porque não suportarei outro natal sem rabanada. Outro Réveillon sem muita ice em ponto de raspa-raspa.
E se me perguntar porque só agora, só poderei culpare meu traço masoquista. Mas juro que estou em franca recuperação.
Nunca fui perfeita, nem quis ser (não dou conta de coisas tão complexas). Gosto da vida perigosa. Fritura a fruta. Churrasco a salada. Catupiri a qualquer mussarela, sobretudo às de búfala (oh coisa boa pra dá piriri). Isso tudo só podia acabar comigo.Mas isso vai mudar.
Devagarzinho, como o Martinho da Vila, vou tomando tenência e extirpando o que não me faz bem.
De hoje em diante, viva a chicória, a rúcula e todos os verdes-amargos-geração-saúde. Juro de pé junto e sem dedo cruzado: I love you, chuchu!!!
Mas, por via das dúvidas...
- Doutor, não se esqueça: Passa a faca na vesícula! 

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Muito mais

Não que eu tenha feito minha natural ansiedade desaparecer. Ou que tenha me despedido da mania de apressar tudo (da rotação da terra a escovação do Victor). Mas, inusitadamente, senti que menos pode ser muito, muito mais.
Agora que ele se foi. Agora, quando aos poucos vou reconquistando meu quarto, deixei de lamentar a falta de privacidade. Os filmes que não vimos. O doritos que não devorei com ele. No fundo, porque sei que estamos em processo de expansão, fincando nossos mourões. Um aqui, outro lá. Ao ponto de sobrevivermos longe do nosso quarto de hotel e entender que, ainda que queiramos o contrário, nossas roupas não são dispensáveis.
E fui descobrindo que em um olhor cabe muitos gozos e num gozo, duas almas.
Sem dúvida, estes são novos tempos. Novas sentimentalidades.
Dos exageros do passado, o único que ainda faz algum sentido é o de sonhar com uma vida melhor. Listas coladas num relicário mental sempre me invadem o dia.
Em todas, quero meu companheiro manso e bonzinho comigo. No doce, e principalmente no salgado. Por que ele me equilibra e faz surgir o meu melhor.
ETA
MLJ