quarta-feira, 26 de novembro de 2008

A algumas horas de te ter

Penso e sonho que já estou no dia marcado. Ah se eu pudesse te laçar ou pular pra ti, Quinta...
Nem sei se vale tanta ansiedade, tanta expectativa. Nem sei de mim, de nós. Apenas sinto e vivo esses dias como a passagem para um momento melhor. Te ver definitivamente virou prioridade. E o que era prioridade já se esvaziou.

"Vem molhar meu colo,vou te consolar. Vem mulato mole Dançar dans mes bras. Vem moleque me dizer onde é que está. Ton soleil, ta braise"

Ligeiramente inebriada por tua lembrnaça novamente

terça-feira, 18 de novembro de 2008

O escrito pelo não dito

E desejo falar. Comunicar a quem.. .tudo o que já sou e o que desejo vir a ser.
Pensei em ligar e me abastecer da ansiedade, do nervosismo que até pouco tempo era o centro da minha louca vontade de me perder. E vem o que não sei mais calar: Pra que, se não me cabe mais o vestido?
Larga o celular. Desliga-o de vez. É inútil esperar quem não sabe o caminho a percorrer. Tenha certeza que se eu soubesse a estrada, já teria me lançado nela.
Sabe de uma coisa? Não quero deixar mais por sua conta. Quero minha conta telefônica com seu rastro, marcada e comprometida por você.
Faz o seguinte, deixa de lado a "amiga" que não se quer e veja, mesmo que na foto; esteja perdidamente aqui. Sempre, todas as horas em que a janela mágica se abrir. Ou é você que a faz assim?
Então. quando vais me dar tua voz?
Só não esqueça que 2008 está pra começar.

sábado, 25 de outubro de 2008

E espera.....

Mais um sábado à noite em casa. Isso me faz lembrar onde não queria estar. O que não queria sentir.
Estou esperando quem nunca vem . Alguém que nem sei se teria razões de voltar aqui.
E o filme lindo que vi, só me fez sentir mais auto-piedade, pena pela solidão.
As imagens conseguiram me levar a um quase cheiro. O toque no rosto. O roçar de barba que apenas machuca a imaginação.
Ai renovei minha promessa de que, na próxima vez, serei mais atenta, mas entregue a meu amor. A quem se apresentar como.
Não entendo porque me deixo ser vulnerável apenas às porções dolorosas do desejar.
Maldito e-mail. Bem ditas linhas. Porque me fez lembrar que render-se ao enamoramento - ainda que em sonho - é o que colori meus dias automáticos.


Mil "merdas" só para ver se apareces... E salva a noite. E salva os dias.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Tarde inaugural

Como é só estar se tornando mãe (ainda aos poucos) após quatro anos de ter parido?

Ainda não tenho resposta para isso. Talvéz (é quase certo) que eu a tenha, mas reconhecé-la é tão doloroso quanto parir, novamente.
O que mais me doeu, quando fazia terapia, foi descobri que até ali, eu tinha escolhido ser a filhinha da mamãe. E me mantinha assim, como qualquer outro ser que permanece no "erro", por que tal posição me assegurava benefícios. E que benefícios. Não precisava lavar, passar, cozinhar ou abdicar de muitos luxos, pequenos luxos, que as mães parecem não poder ter, por no mínimo nos dez primeiros anos de vida dos filhos. Soninho de beleza aos fins de semana, bebericar ou prosear com as amigas num fim de tarde, e por ai vai....

A principio parece que não houveram mudanças substanciais. Ainda hoje não preciso me preocupar com boa parte do trato com ele. E o trabalhar enlouquecido tem me dado álibe para isso. Pode até ser tudo isos e mais um pouco, mas hoje, hoje fui MÃE. Fui provedora, responsável, durona. E também, feliz, atenta e muito, muito carinhosa ( e receber beijinho com sabor de manteiga na ponta do nariz é bommmm).

Meu primeiro passeio a sós com meu filho. Precisei esperar 4 anos até me sentir pronta para isso. Precisei de muito choro, muita briga com o Genitor, muito trabalho e muita grana (nem tanta grana assim...rs) até chegar a tarde de hoje.

Minha avaliação é que nos saimos muito bem. Aprendemos a nos termos mais perto, sem terceiros que nos medie. No escuro do cinema, me permiti desligar tudo e só namorá-lo, comendo sua pipoquinha. Mesmo com aqueles óculos 3d rídiculos que só me deram dor de cabeça (e apreensão por achar que meu olho direito não estava "funcionando"), o momento jamais vai se perder. Não poderia ficar mais bem enquadrado.

A melhor parte do incofessável é que não fui movida por sentimento de culpa em função das farras e despesas pessoais. Foi só desejo de te-lo apenas pra mim. De ser apenas dele.

Estou um pouco mais no vermelho. Mas o que é o vermelho se não a cor da paixão. De um coração bem grandão, aprendendo ser, efetivamente, um coração de mãe.

E o passeio findou quando carreguei o principe da carruagem para minha cama. E não é que tinha um sorriso de satifasção no rosto adormecido dele?

Amanhã tem toda pinta de ser um dia mais completo... pra isso que a cada dia re-escrevo com o Victor.


Te muito, muitas coisas, mamaia. Inclusive, amo!
Letrinha do dia: "Há quanto tempo conheço você. Ou, há quanto tempo eu ainda vou precisar. Eu dependo do que não entendo. Eu pretendo apenas que você saiba que esse é meu amor"

domingo, 28 de setembro de 2008

Mais uma dose


A vida em suspensão é sempre intragável para mim.

Ou o dinheiro já se tornou meu dono. Ou minha felicidade é justamente caro.

Ah, tenha pena de mim, Pensamento. Deixa de lembrar a falta e passa já para o contentamento.

Deixa estar. Pra minha segunda falta quase nada...

E tudo continua ser peleja. E quem gosta da mansidão???
Estou de saída. Minha lucidez reclama uma dose de alegria etílica.

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Depois da espera...

O desejo foi atendido. Me perdi em profundo verde na horizontal. Outras margaridas residem nos pequeninos olhos de alguém. Como a mágica na infância, senti um calor cumplice que atrai os corpos para um abraço, profundo, silencioso. Quis me afastar. Era algo entre o medo pelo inesperado e o desejo de que, após glacial solidão, aquele porto fosse meu, mesmo que por instantes.


Entre minhas sinceras bobagens te disse sobre minha mistica do número três. É bem possível que ela se mantenha, mas fui feliz. Fomos entrega. E isso já faz desse suposto último momento, o mais intenso e gozoso momento. Te desafio. Me desafias. Algo me diz (ou eu desejo) que o 3 não é o final.


Não disse, só dissse com o olhar, que supor tua imagem me inquieta, tua presença me esqueta o corpo. E meu sorriso quase compulsivo só cerra um dos recônditos que suplico pra você preencher. Não o mais molhado, nem o mais latejante por pensar em te devorar.


"Gosto disso", proclamei. Embora não tenhas perguntado do que, te berro aqui. Gosto da construção da intimidade. Gosto do que vejo - e não entendo - no teu olhar. Gosto do cheiro e sabor, da maciez da tua pele. Das gotas de suor que derramas sobre mim, elas parecem me purificar do cansaço e mazelas que professo sobre meu dia. Gosto dos carinhos infindáveis nos meus cabelos. De ter flagrado teus olhos que, mesmo fechados, diziam que me roçar na tua barba era a forma mais deliciosa de nos perder. Gosto por ainda gostar de ti descobrir, continuação essa tão rara em mim.


Delírio foi te ouvir respirar no meu ouvido, dizer palavras delirantes entrecortadas pelos meus gemidos. Desprender-me, esvair-me em você por perceber que te levei a outro plano do que temos. Ver seu prazer já era meu melhor prazer. "Vou te fuder" nunca foi tão transcendental.


Subestimar o outro e a mim própria tem sido meu exercício quase diário. Muito me surpreende ver que embora longe de ser o intelectual dos meus sonhos, soubestes entender minhas meias verdades, em meias palavras, meia sanidade.


Eu que não sei nem como usar teu nome, precisava te falar: Foi um grande exercício e te agradeço por isso. Quem sabe minha hora está chegando. A página está sendo virada e nada a fará voltar.


Se é verdade que não há como a plenitude do gozo com a pessoa amada, a fraqueza do corpo, o expandir da alma, o que posso dizer do meu quase morrer de prazer que prescindi das dores e vendas da paixão?


Valeu ter ido pra cama, nessas últimas noites, me contorcendo de tesão e frustração por não te ver. Foi mais um encontro... muito especial.




sábado, 23 de agosto de 2008

Minha primeira vez enquanto mensageira de óbito. Ainda estou em suspensão. O grito lanscilante da interna ecoou por horas em meu interior. A bem da verdade, ele empregnou a minha manhã de incertezas, ou melhor, de certezas sobre a finitude. Na tentativa de suportar a dor, simulei a imagem que nenhuma mãe deseja ver. Mais mórbido que isso possa parecer, brinco com minha dor, a subestimo, para que um dia ela não me destrua. Sempre foi assim. Mas não sei se isso funciona.

Quem teve culpa?
O outro, quando estou insano pela dor. Sem meu chão, sem amparo. Eu, quando não me alivia odiar o outro.

E mesmo depois de muito jóio e pouquissimo trigo, muita insensibilidade e quase nenhuma empatia, concordo com a "pérola" revelada naquele momento como "predestinação". Sim, é uma desesperada necessidade de conforto (quem não precisaria disso numa hora dessas???), embora também acreditar nela seja voltar a culpar/atribuir ao outro, ou ao Outro, eventos que muitas vezes estiveram sob nosso controle.

É verade que há acontecimentos que mudam todo o processo onde estamos inseridos. Mudam vidas por completo. Como meu trabalho e toda essa insdisposição entre "concursados" e "temporários". Como a perda de um filho e o grande vazio deixado pelo não mais existir.

E depois do inesperado, parece que só pode haver uma menssagem, supondo-se que há uma. Assimilar a mudança é imperioso. Mesmo que doa, mesmo que te leve rumo ao desconhecido. E o que me consola é que no desconhecido pode haver felicidade.








"Para uma alma que não conhecerei"















segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Melissa - All star

A Persona casou-se. E foi lindo, como todo casamento merece ser. Os amigos, as famílias e boa parte do mundo dela e do Richard estava presente.

Na verdade, vê-la subir ao altar, os sorrisos plenos e com amor só foi a coroação do dia. Nos construimos, rimos e tiramos maior sarro da tão decesiva hora que a guardava. E os nossos sorrisos também forão plenos. Chegamos juntas onde nem poderiamos supor, há alguns anos atrás. Um casamento, 1 filho, outro a caminho e vai saber lá mais o quê daqui pra frente.


Filmei cada gesto, cada suspiro (e até as fungadas - oh hábito maldito, amiga!!!) que ela deu ali, de joelhos, com olhos de admiração; com toques de admiração por ele, pelo o que construiram até aquele justo instante. Nunca vi minha amiga tão linda, e não apenas porque enfim a vi maquiada como uma diva. Era a certeza e o amor que lhe fizera assim, iluminada


Eu que sempre choro em casamentos (ok, admito, sou 100% piegas) nesse contive-me. Não só por desejar preservar minha make-up "carerrima", afinal ficaria para posterioridade a cara borrada da madrinha, mas principalmente porque era necessário guardar as imagens de forma límpida, com brandura mas filhas da, novamente, certeza.


O todo é diferente da soma das partes. Já me disserem isso na tradição Humanista. Mesmo não entendendo essa afirmação na maior parte do tempo, acho que foi isso que presenciei ontem. Nada de brigas, nada de choro. Nada que podesse lembrar as horas de dor (física e psiquíca) que testemunhei ela sentir. E tudo que eles escreveram de ruim nesses últimos anosfoi transmutado. Foi sobre isso que nos dizia o celebrante. Vai ver testemunhamos a unificação de dois em um que, bem lembrado,não teve hora marcada pra começar.


A canção não acabou. Sherole (é assim que escreve???) foi só o ponto de partida. E mesmo depois da brancura, do all star, dos cristais e do tango, muito ainda de certo e errado há de passar por eles. Em mim, o mais importante de todo esse ritu foi ser lembrada por eles, acreditar, nem que por um segundo, que vale/valerá ser encontrada por essa força (ou alucinação coletiva?). O amor.









sábado, 19 de julho de 2008

Semi-aberto é quase-fechado

Abre os teus armários eu estou a te esperar
Para ver deitar o sol sobre os teus braços castos
Cobre a culpa vã ... até amanhã eu vou ficar
E fazer do teu sorriso um abrigo.

Canta que é no canto que eu vou chegar
Canta o teu encanto que é pra me encantar
Canta para mim, qualquer coisa assim sobre você
Que explique a minha paz, tristeza nunca mais

Mais vale o meu pranto que esse canto em solidão
Nesta espera o mundo gira em linhas tortas
Abre essa janela, primavera quer entrar
Pra fazer da nossa voz uma só nota.

Canto que é de canto que eu vou chegar
Canto e toco um tanto que é pra te encantar
Canto para mim qualquer coisa assim sobre você
Que explique a minha paz. Tristeza nunca mais
.
Há muito não sentia vontade de escrever. Até confidenciei ao meu amigo de Blog, William, que o tesão pelo Sentimentalidades, ou melhor, por escrever aqui, tinha acabado, sumido. De uma forma muito acolhedora ele disse: é uma fase [grifo meu]. Bom, se era, assim como veio muda, foi sem se anunciar. Embora eu ainda não esteja certa de quando ou se ainda virá outro post depois desse, o que importa é que o Sentimentalidade deu um suspiro. Eu quis voltar.
Muita coisa aconteceu no meu mundo real nesse tempo de ausência daqui. A vida profissional vai indo, quase sempre, bem, produtiva. Acabo de me tornar funcionária pública, mas ainda não acredito como pôde ter sido tão fácil. E louca me pergunto: Será que vou conseguir passar 25 anos no mesmo lugar???? ah, tá, era a tal estabilidade que eu tanto desejava. Por isso continuo dizendo, cuidado com o que você deseja, Mônica.
Finalmente comecei a malhar. Finalmente consigo falar com meus ex-marido harmoniosamente, mesmo que pelo msn. Finalmente me permito receber telefonemas masculinos na frente da família - é, e isso já estava virando luto eterno por um defunto vivo. Finalmente esboço uma saída da casca.
Chorei por quem não beijei, quis salvar quem talvéz não tenha salvação. Fui forte, me disseram isso. Descarreguei a bateria do celular numa madrugada de domingo.
Foi tanta novidade que serei madrinha de dois casamentos num período de 3 meses, e tia postiça de um temporariamente baguinho de feijão. Mas o que não muda é a sensação de falta, de que algo foi esqeucido, deixado pra trás. Longe de querer ser piegas ou uma tola carente, ainda pouco, quando ouvia a saculejante Maria Rita cantando "casa pré-fabricada", pensei: Falta abrir as janelas para o ar entrar. Uma rajada dele. Tola não sou eu, são as esperas do meu coração... que nem sabe a quem espera.
E de repente, uma comoção me tomou. Com ela também o acalanto de que tudo vai mudar e "tristeza, nunca mais". No fundo, sou uma apaixonada pelas passibilidades.
Tá. Não sou tão "triste" assim, mas igualmente comprometida, sou indiferente, tenho estado vazia, com olhos perdidos pela cidade, imagens, viagem.
Mas fui feliz, fui esperançosa, fui reconfortada. Fui isso e o sorriso de canto de boca quando a música acabou.
Vou cantar, por que se meu canto não trouxer alguém especial, passível do meu suposto amor, talvez me traga de volta, me faça novamente sensível ao mundo. Me preencha do melhor de mim. E quem sabe assim, fique garantido a existência das Sentimentalidades Todas.

domingo, 1 de junho de 2008

Espiando


Quando meu contador muda os dígitos, quando ele me diz que muitos já estiveram aqui, ou que há outra pessoa comigo, por meio dos insanos e confusos rastros que deixo, fico tentando imaginar porque também eu seria alvo do bisbilhotar alheio. Justo essa vida que digo há tempos ser monocromática?

Como sou vista? Como sou interpretada? Sou simplificada ou incompreendida?
E por mais que as linhas sejam melimetricamente construidas, que eu tenha o cuidado de amplificar/clarificar tudo que sinto, nunca, nem um de nós aqui, inclusive eu, teremos a certeza do que sou ou como estou. O que fica com o exercício da escrita é apenas uma representação, uma inferência de como tudo tem me atravessado, e o que suponho estar aprendendo com a materialização das idéias.

Pensando assim, os giros constantes do contador nada contam, posto que isso é a história de um, com vistas para todos, por mais que se deseje o confronto com o outro.

Nesse instante lembrei que é justo o esquivar-se das interferências no tangível que me trouxe aqui.