sábado, 5 de novembro de 2011

Isolamento

Há dias em que só gostaria de ter quem eu podesse amolar, falando de uma certa saudade. Das dúvidas sobre o novo velho emprego. Sobre como foi o primeiro dia de natação. De como pretendo ser loira no mês que vem.
Há dias em que preciso falar e me virar do avesso. Me ver e admitir: hoje, penso ser isso!
Preciso de espelhos.. Preciso aprender a ter espelhos.
Tenho que largar de mão a preguiça e ver os amigos. Ou contratar um (terapeuta).

2 comentários:

Julio Cesar disse...

oi M.,
oi M.,

...não nascemos para viver só...uma máxima que já tinha conhecimento empírico e didático, e não foi preciso da psicologia para descobrir isso. Precisei apenas ser o que me é de natureza: ser Humano.
Humanizar-se é afinal fundir-se com o outro(s).
Mas sem toda a parafernália academica, em letras que tecem um discurso para afirmar o que por sensibilidade já nos é sabido, queremos mesmo é dividir o nosso eu com o outro. Com um outro especifico essa divisão tem de fato esse poder na raiz da palavra... ja com 'outros' tantos..esse dividir é o nosso dia-a-dia..a chata rotina que somos incapazes de viver sem ela. E além de precisar vive-la, precisamos repartir no sentido de exalar a alegria que nos provem e também a tristeza e/ou angustia que por ela, a rotina, nos é lufada.

Muito bonito dizer as palavras de Vygotsky'o homem se reconhece atraves do outro'...que no jargão popular são sim os espelhos.

nunca é demais te-los.

bon ou ruins, reflexos que nos balizam.
Porque até para virar do avesso precisamos saber qual é o direito!

Como saber onde está o norte sem o Sol, a Bussola, as Estrelas...

O sistematico-obsessivo personagem de Tom Hanks em 'O Naufrago' marcava na rocha os dias para medir o tempo, marcava o posicionamento solar para medir as estações... porque não somos de viver a esmo.
Precismos do 'from' e do 'to'!

Há dias, que me são todos os atuais dias, em que somente os outros não me bastam.
Não me basta repartir a quem torna volatil minhas palavras, meus pensamentos, minhas angustias, anseios e alegrias.
Meus dias querem o que convencionalmente chamam de 'metade', que na minha concepção é um inteiro que complementa comigo um inteiro de outra coisa que jamais poderei ser sozinho.
Quero ouvir..doar-me...doar-me no servir... no conceder...de atenção, de servidão, de submissão(so para variar).
Quero ouvidos que me escutem de fato... do afago ao meu suplicio pelo toque, pelo contato, pelo exercer de todos os meus sentidos para perceber e sentir a sua presença.
Reflexos...tantos sejam, das tampas metálicas a vidros insulfilmados...nos mais vastos tamanhos de espelhos... meu olhar segue semprd mais do que direto para aquele imenso..de cristal, postado à sala principal do meu coração.
bj
ETA

Karla Dias disse...

Ahhh minha querida Mônica, quis o mesmo por esses dias e me vi tão sozinha. As vezes nossas tristeza só cabem a nós mesmos. Mas pintei o cabelo de louro, loiríssimo e adorei.Viva a mudança. Vou vê o que faço com o resto...Saudades. Beijos