domingo, 11 de abril de 2010

Dos desejos que se vão

Penso que os portos onde ancoro meus interesses são na verdade nuvens que podem se dispersar com a simples brisa. Mas nuvens são assim, inconstantes. Não posso culpá-las quando me percebo atracada no vazio.
Um chega e outros já partiram. E olho, continuo a olhar o que de fato tem por vir. O que me caberia. Desejaria.
Sinto muito quando reconheço a hora de partir. Porque sempre acredito ter chegado em algum lugar para repousar e me despir da persona que, de tanto uso, temo que não se descolem mais de mim.

Os beijos que nunca mando
O abraço que não permito acontecer
A busca pelo fim do caminho, quero merecer...

3 comentários:

Vladir Duarte disse...

Muito bom o texto... às vezes, sinto o mesmo que você.

Mazane disse...

Nossa o que será esse porto seguro que a gente tanto procura hein? Se descobrires não esqueça de me informar please!!!

Adorei o texto, estais ficando cada vez mais afiada!

Márcio Ahimsa disse...

êhlaiá hein menina, rs... que flâmula balançante é essa, rs... ora, assim parece que um mar imenso toma conta do teu coração, um mar de água e sal, onde sentimos apenas a vastidão, como se tudo fosse tão distante...

olha que o mar vai dar em outros portos para lá de Belém...

Beijo meu bem.