domingo, 15 de agosto de 2010

Ser feliz tem me desviado de qualquer outro assunto que não seja eu. Ele. Nós. Setembro.
Meu mundo não é alcançado por TV, jornal ou qualquer informação que não venha pela voz dele, por suas linhas. Eu não pertenço mais ao mundo do previsível, óbvio ou qualquer coisa que não seja este estado interessante de nos consumir exageradamente.
Leio, escrevo, trabalho. Durmo e acordo com o propósito de encurtar a distância entre nós.
Meus tantos outros papéis se tornaram secundários. Me pego desejando ser apenas dele a namorada, companheira e a mais ordinária das fantasias. Sim, sim, sim para todos os convites que ele ainda me fará.
Ando me fazendo melhor pra ele (e pra mim também). Me percebo melhor quando vejo tantos acertos num tecer de vidas e afeto que não compactuam com o tempo em que as outras pessoas vivem.
Eu. Com ou sem panes. Com muitos defeitos e uma enorme vontade de dar certo.
Nós. Porque conquistamos o direito da mansidão do encontro e dos desvarios por tanto nos querer.

Ele. Onde quero chegar.

MLJ 

12 comentários:

Franck disse...

Buscas o nivarna? Acho que estás a caminho...
Um bom domingo e beijo-te!

Carlos Augusto Matos disse...

Poxaaaaaaaaaaaa... Perdi, seu coração já tem dono, e eu perdi...

:(

Bjuxxxx

Lily disse...

Por que é que a gente deseja tanto?
Por que é que alguns nos tocam, outros não?
Por que a gente se sente pelas metades?

Será que é porque somos partes? E vivemos a procurar nossos outros pedaços?

Beijos!

Sentimentalidades-Todas disse...

Franck:

Ah, meu querido, eu nem peço tanto da vida. Nâo preciso chegar ao Nirvana. Chegando um pouco pro Sudeste já me dou por satisfeita.

Beijo-te e abaço-te tb!!


Carlos:

De fato meu coração não me pertence mais, mas sei que no fundo ficaras feliz por mim!
Bjs, meu conterrâneo!!!

Lily/Suzana (rs):
Que somos seres incompletos não tenho dúvida. Creio tb que possuímos não uma "banda da laranja", mas várias. Vc encontra ora como um amigo, uma irmã, um filho, ora como um grande amor.
Meu desejo é cruzar com várias delas durante as minhas existências.
Um super abraço e uma boa semana pra ti!

Gugu Keller disse...

Mas quando buscamos ser apenas nós, em regra surpreendemo-nos com o quanto infelizmente há em nós que não o é, não é mesmo?
GK

Felipe Sanches disse...

Isso é flutuar! Que delícia...

Parabéns pelo momento; que este tenha sólidas bases e perdure por muito tempo.

Um beijo.

Ester disse...

Um blog e um olhar apaixonante, ressonâncias e déjà vu.. se me permitir, ficarei... bj

Heat disse...

Amor, que coisa linda!!

Julio Cesar disse...

Oi M.,
..."lindo" é ecoar os 'coments'. Dizer que não há palavra para classificar teu texto é sim o mais correto e justo. Por mais rica que seja a nossa lingua, e o é, acho que algum grande catedro deveria fazer surgir uma nova categoria, pois o que escreve está para além da narrativa poética. Nâo se trata de fluir meditação em rebusco de palavras...trata-se de exercitar o impossível: grafar a alma em palavras.

Quando embarquei na 'nave' que faria a viagem ao 'meu interior' não imaginava o que estaria por desvendar, descobrir, criar. Fazer surgir. O homem não é o centro do universo, mas tem um universo dentro de sí. Melhor, é ter companhia na viagem... e nessa, não só ao meu eu.
Sabes quanto 'a metade' o que tenho por conceito. Não creio em almas gemeas, em cara-metade (como já dismistificou o prof.Fábio Manione em artigo na rev.Filosofia) ou qualquer forma de concepção do individuo que o fragmentalize. Não existe meio empregado, nem meio despedido. Meio doente ou meio saudável, meio morto ou meio vivo. Até biblicamente é intríseco que sejamos inteiro para cumprir o 1o.Mandamento(e eu nem sou religioso, ok?). Em nada aceitamos metade (alguem aceita meio salario?), logico é pensar em não oferecer-se 'meio'. Prontos? não...não estamos. Nunca. Triste de quem pense que já o esteja. Maravilhoso ver que internalizou o conceito de fazer-se, descrito discretamente lá no VeS. Sim, eu sou uma pessoa que quer fazer-se para o outro e sou um ser em constante construção, alguem sem vícios, vergas, tendências e tantos outros predicados que preenchem a categoria dos ARROGANTES. Se Socrates disse:'só sei que nada sei', que direi eu então?
acho melhor continuar em outro coment...segue.

Julio Cesar disse...

...hoje tive minha premeira aula sobre Jung e seu tópico: processo de individualização (apenas uma ementa), em que o sujeito deve buscar a consciencia de sí. E não foi minha surpresa que durante a explanação básica fui percebendo que havia ali uma comunicação no mesmo 'idioma'! Tal como Silvia Lane traz... sobre a tomada de consciencia de si.
Nâo...não é fácil. Fácil é sucumbir a tudo que nos permeia e 'dizem' que é prazeiroso. Fácil é alguem dizer que vale a pena ser 'escravo' iludindo com 'coisas' que uma humanidade nunca precisou e que não tem o que realmente precisa: moradia, saude, escola, qualidade de vida, liberdade e dignidade.
Assim M., na filosofia que não tem sido minha capa, mas parte das palavras do texto que habitam as paginas do livro da minha vida, tem propiciado entender o que dizes 'acerto no tecer de vidas e afetos'. Sim, meu mundo também não é alcançado pelos elementos que descreveu. Nâo ser obvio é incrível. E então descobrimos o quanto é demais "Ser". Ser.
Chegue.Sejamos.
Bj
Julio

Sentimentalidades-Todas disse...

Juliooo:

"Leva o chinelo pra sala de jantar...Que é lá mesmo que
a mala eu vou largar
Quero te abraçar, pode se perfumar porque eu tô..." CHEGANDO!!!
rsrs....

Bjs!

Mazane disse...

Eita que as coisas estão boas por aqui, sudeste né?? Tô entendendo!!!