quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Calendário

Eu tenho um calendário dentro de mim.
Onde o tempo transcorre só para nós. Descompromissado com as leis alheias, com qalquer dimensão que não seja visitada por nosso querer.
No meu calendário marco as horas que faltam para te encontrar e repousar de tantas batalhas desnecessárias. Para descobrir pra quem me fiz até aqui. E o que se pode fazer com tudo que nos arde. Madrugadas a dentro, dias a fora.

Escrever tem sido pouco para quem quer - tanto, muito e sempre - o tato.
Rompo com linhas e atravesso o país!

10 comentários:

Franck disse...

'rompo com linhas e atravesso o país'... lindo isso! Pegue o primeiro avião, vá em busca dos tatos, dos olhares, do amor...
Bjs*

Malu disse...

Franck tem razão , ... muito linda essa passagem citada por ele.


BjO ...

Gugu Keller disse...

O papel é táctil. Mas, paradoxalmente, a palavra não.
GK

Ester disse...

Belas palavras, amiga! Um sentir forte e pulsante, muito bom!

Beijinhos!

Confissões de uma borboleta disse...

Com suas palavras você rompe quelquer fornteiras, muralha e distância...e atinge a todos nós de múltiplas formas...Bom dia.
Beijos

Carlos Augusto Matos disse...

Verdade... É o que todo escritor faz... Rompe barreiras...

Bjuxxx

Julio Cesar disse...

Paradoxalmente, é justamente a palavra que possibilita ao homem romper com a concretude. Ela, propicia a memória prover-se dos sentidos, inclusive o tato.
Romper, enquanto um movimento que vem de 'dentro' é forte e poderoso.
Sim..um escritor rompe barreiras, mas não sem antes ter a noção de onde está, mesmo que ainda não tenha a noção de onde pretenda ir(difícil...). Antes de compassar com palavras o escritor alçou voo com as asas da imaginação e esta sorvida do conhecimento...
Quando vejo letras romanticas das canções nacionais do nucleo da estirpe de um Buarque, Maltre, Lenine, Antunes, Arantes, Calcanhoto... é mais que claro que escreveram com a alma e não com a razão academica. O conhecimento que sorveu a alma não provindo apenas de livros plenos, mas de histórias sem fim de quem soube 'ver e sentir' o momento 'agora' cristalizando na imortalidade de uma canção/poema.Não há poetas sem musas?...porque é preciso haver alma para falar dessa.
Tenho encontrado muito mais que a alma e o que tenho tateado tem necessitado de novos vernáculos. Criarmo-los-ei, não?
beijos e torcendo pela porção humana que nos é de direito aproveitar. Longe de uma maturidade plena consigo no entanto perceber o valor e zelar por isso.
JLM

Tay disse...

Lindas palavras...
amei o blog...e ja linkei.
Bjs
Tay

Anne disse...

Nossa, esse texto traduz exatamente o que eu sinto... Fiquei impressionada!
Tbm preciso romper as linhas e atravessar o país, tbm preciso do tato, ahh como eu preciso!
Amei, amei... Posso usar? rsrs
Beijos!

Anne disse...

Oi flor! Agradecendo o carinho, o incentivo! Então, Edu ainda não conhece Belém não, ele viria no começo do mês, mas uma semana antes sofreu o acidente =/
Eu tbm acho que vai ele adorar aqui, quando puder vir! Já digo pra ele que vai tomar açaí no Ver-o-Peso e tomar tacacá!
Linda, não deixe de postar, viu? Estarei sempre te visitando... Temos algo em comum, rs
Ótimo final de domingo!