sexta-feira, 23 de julho de 2010

Por que não caibo nessa cidade

É uma amiga a agitação. Sempre aqui, sempre espreitando, dizendo que algo falta. E falta demais
Quem sabe por isso sou um mundo de alternâncias. Muito vermelho, ora quase azul.
O desconhecido que me leva ao medo. Que me leva ao desejo. Que me traz até você.
Se não há explicação para a distribuição das pessoas sobre a terra, sabemos que distância é um estado momentâneo que suplica por mudança. Minha, sua. nossa. Um marco zero, talvez.
Em noites que passam mais rápido do que se merece. Em palavras que me envolvem.
Eu só tenho a escolha de ser sua porque já sinto que és meu.
... e nossas letras já sabiam o que nossa razão desconhecia. Entre nós era amor.

4 comentários:

Franck disse...

Já me sentir assim, maior que a cidade que morava, qdo tinha meus 15, 16 anos, depois fui para Sampa, aí me sentir tão pequeno naquela selva de gente e pedra...hj, acho que sou a pessoa e a cidade perfeita: gosto desse mar, desse céu, dessa brisa, não muito desse calor, dos frutos e das comidas, da minha casa, da minha solidão, entende? Repito: qdo quiseres vim a Ilha, me diga, quem sabe vc não caiba nessa outra cidade menos ao norte?
Bjs e um bom fim de semana!

Sentimentalidades-Todas disse...

Franck:
Eu te entendo e acho mesmo que por merecimento - e desenvolvimento - cabemos em nosssas vidas, casas, cidades...
Em sampa tb me senti miúda, quase imperceptivel.
Amo Belém, por todas suas cores e sabores. E como vc, só não amo tanto o calor
Mas para quem me faço melhor está distante. Como querer continuar no mesmo lugar???

Quanto ao convite ele será aceito tantas vezes for feito. Agora tenho mais um bom motivo para conhecer a Ilha: tomar ma caipiroska com vc!!!

Abraços querido!!!!

Julio Cesar disse...

Oi M.,...uau!(em audio acho que quase nem isso consegui(ria)expressar...
sabe o que diria agora?
ããã...
Q P...(a com 5 letras e não quatro, tal como diria a 'saudosa' Maira...)
Recortes?não cabe...(alias, é um blog em que não consigo fazer uso 'dessa ferramenta'!...e tento...), mas se fosse faze-lo, se tivesse que coagidamente ter que faze-lo...humm...vejamos:

"O desconhecido que me leva ao medo. Que me leva ao desejo. Que me traz até você.(...)sabemos que distância é um estado momentâneo que suplica por mudança. (...)Em noites que passam mais rápido do que se merece. (...)Eu só tenho a escolha de ser sua porque já sinto que és meu."
[e claro que o final]

...ahh...falar de amor...isso me põem tão suspeito... MInhas palavras vão configurando a imagem com oléo sobre tela branca...em que meu coração dita as pinceladas... e a razão em nada consegue de censura...
talvez...deva saber o que quero dizer...isso de querer dizer sem falar, que em verdade é um querer falar sem parecer dizer, mas o saciar chega somente quando se diz...falando alto..aos quatro ventos...em boca cheia, em buchechas infladadas como em sopro.
...
bjs
Julio

Ângelo disse...

As cidades não estão fora, mas dentro de nós. Sou de Santos e tenho São Paulo correndo nas veias, pulsando dentro de mim. Sinto a distância do amor. Uma hora de viagem, mais uma hora até o centro, mais uma hora até o lugar onde ela está... e foi-se o dia... Ah, distância... como faz mal ficar longe de quem a gente gosta...