domingo, 8 de agosto de 2010

Lambrusco




O meu amor quando ébrio, ahh, não tem pra ninguém.
Mistura suspiros de menino com ordens em voz viríl
E me bebe, e me traga, tudo o quanto ainda pode.

Meu amor quando ébrio
Tenho a certeza que é meu é de mais ninguem.
Como nunca antes foi. É no que quero acreditar

Ele quando ébrio
Dorme mais rápido, deixando estalar beijos incompletos aos meus ouvidos
Enquanto falo-lhe segredos que espero que não tenha entendido.

MLJ

sábado, 7 de agosto de 2010

Presente de Angelo

Essa semana ganhei uma selo do já querido e admirado Ângelo, de A viagem de Angelo.
É claro que esses presentinhos virtuais acabam por mobilizar minha vaidade (e atire a primeira pedra quem não se sente prosa com uma explicita aceitação do que  - ou  como - se escreve por aqui) mas, de fato, este selo toma importância porque, assim como o Angelo, apenas a pouco tempo percebi que contatos humanos agradabilissimos podem se dar apartir da blogosfera. Amigos que não sabem o quanto são caros, estimulantes de um pensar diferenciado, de um sentir ímpar. E o amor. Sim, ele, porque não? 
E por tudo isso e por muito que ainda há de acontecer, graças a essas trocas quase confidências entre nossos "diários" é que indico os 10 blogs que pra mim valem ouro!!

Magrelices e Gordurinhas
Poemas Chicletes e Sons
Persona
Ela cor-de-rosa
Vendo e Sentindo
Cleytudo
Solidão Estável
O Baú do Rico
Que tal um café e papo?
Confissões de uma Borboleta

Agora, é só pegar seu selo, publicar quem te presenteou e indicar até 10 blogs que façam por merecer ( aos seus olhos e coração) ser chamado de blog de ouro.
Divirtam-se!

Abraços,
Mônica


quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Meus livros

Os livros que compro, de fato, não pertencem mais aos seus autores. Agora repousa sobre eles apenas um feixe dos que pensaram aquelas linhas antes delas existirem para meus olhos.
Agora os livros são de minha alma. Das sensações e idéias que eles conseguem parir em mim. Porque meus livros guardam meus grifos. Hiper-grifos. Apêndices e traduções do que sou. Por páginas, bordas e contra-capas.
Por isso não empresto a qualquer par de olhos meus livros, alias, pouquíssimos são os merecedores de devassá-los. E não o faço por apego à matéria, mas, por economia com meus segredos e percepção do mundo que me cerca, que pode me atingir.
Ler o manual é devassar a máquina.
Incrivelmente, hoje não me importo com essa possibilidade de ser entendida em pormenores. Desde que ela venha de você.
Falando sem dizer:
Devasse-me!

domingo, 25 de julho de 2010

Scanner

Ontem menos do que hoje. E ainda hoje. Muito
Quero scannear seu corpo com o meu.
Suas curvas, pêlos, cheiro.
Dorso, quadril e tudo o que dizes ser meu.
Quero imprimir-te na minha pele que tem te chamado tanto.
Quando disso, seu registro já não se fará apenas nas minhas idéias
Serás em todo o meu corpo, seios, costas e sexo. Teu sexo. Nosso.
Uníssono em dor, choro e prazer
E depois de tanta urgência de me fazer tua mulher por escolha e doação
Te digo apaziguada e serena:
Dorme meu amor, dorme...


sexta-feira, 23 de julho de 2010

Quase-choro




Quando a alma goza, os olhos quase choram.
E eu engrandeço por ti.
(Se você se pronunciar, eu te calo a boca com um beijo!)

Por que não caibo nessa cidade

É uma amiga a agitação. Sempre aqui, sempre espreitando, dizendo que algo falta. E falta demais
Quem sabe por isso sou um mundo de alternâncias. Muito vermelho, ora quase azul.
O desconhecido que me leva ao medo. Que me leva ao desejo. Que me traz até você.
Se não há explicação para a distribuição das pessoas sobre a terra, sabemos que distância é um estado momentâneo que suplica por mudança. Minha, sua. nossa. Um marco zero, talvez.
Em noites que passam mais rápido do que se merece. Em palavras que me envolvem.
Eu só tenho a escolha de ser sua porque já sinto que és meu.
... e nossas letras já sabiam o que nossa razão desconhecia. Entre nós era amor.

sábado, 17 de julho de 2010

Ainda bem...

Não vou...

Que eu não sou ninguém de ir em conversa de esquecer
A tristeza de um amor que passou
Não, eu só vou se for pra ver uma estrela aparecer
Na manhã de um novo amor
(Canto de Ossanha - Toquinho)

Ainda bem que tenho você
Pra me lembrar que só podemos nos deter no aqui e agora
Só podemos ser felizes porque ainda hoje uma ligação faz sentido
Não quero compromissos para amanhã porque, pelo que me conheço, isso é uma possibilidade sob eterna ameaça.
Fecho com você que nosso melhor tempo é o que temos quando o dia finda ou quando chega ao meio, (agora, agora!), ainda que o cotidiano invada nossas conversas e de longas elas se transformem em fracionadas...
Fico contente quando tudo em você me convence de que não faz sentido minhas resistências a nós, ao que não consigo explicar, ao que foge de qualquer lógica capenga que sustente minha desesperada necessidade de controlar as emoções. 
E seu respeito ao que não deves saber me faz pensar - ou a querer, talvez - que meus defeitos em série se deram até aqui porque não tinha conhecido a compreensão mais que empática. E gosto do que tenho agora.
Freio-de-mão em franco desuso... 
De resto é não manter o foco no passado e esperar pra ver o que aparece na manhã de um novo dia, de preferência, antecedido por uma madrugada com você.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Do dia sem respostas

E o dia começou e terminou me solicitando certezas.
Como posso dar a alguém o que não possuo?
Voltar? Improvável, muito improvável.
Adiante? Ainda um desejo obscuro.
Que o amanhã seja mais suave e gentil
Mas não se esqueça de passar rápido
Pois quero de volta o tempo em que mesmo as falsas certezas me bastavam

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Escondidos

Desse jeito vão saber de nós dois

Dessa nossa vida
E será uma maldade veloz
Malignas línguas

Nossos corpos não conseguem ter paz
Em uma distância
Nossos olhos são dengosos demais
Que não se consolam, clamam fugazes
Olhos que se entregam, olhos ilegais


Eu só sei que eu quero você
Pertinho de mim
Eu, quero você dentro de mim
Eu, quero você em cima de mim
Eu quero você


Desse jeito vão saber de nós dois
Dessa nossa farra
E será uma maldade voraz
Pura hipocrisia

Nossos corpos não conseguem ter paz
Em uma distância
Nossos olhos são dengosos demais, demais
Que não se consolam, clamam fugazes
Olhos que se entregam, olhos ilegais


Eu só sei que eu quero você
Pertinho de mim
Eu, quero você dentro de mim
Eu, quero você em cima de mim
Eu quero você

(Ilegais- Vanessa da Mata)
Pensando em sair de uma ilegalidade que meus receios teimam em criar.
Até ter certeza dos próximos tantos passos que podem me levar ao seu encontro, continuo a desejá-lo perto, dentro e encima de mim.
Ou você tem melhor lugar para estar?
Querendo ser uma cidade para te acolher!
 

domingo, 11 de julho de 2010

Bons sonhos

Dorme, porque o dia já chegou.
Feche os olhos e se permita ao descanso. Eu te velo. Eu te cuido.
Toco suavemente seu rosto, seu cabelo porque eles precisam ser avisados que a batalha já foi vencida e é direito do vencedor o repouso. Ao meu lado, se possível, nos meus braços. Esse é o espaço que lhe cabe por honra...
Por que me amou e me completou onde nem eu mesma supunha - ou gostaria de admitir - que a falta residia.

Dorme, porque todos os homens que lhe habitam - meu querido cavalheiro, meu amante devasso - precisam se refazer dos arroubos de nossas tantas horas.
E eu só quero ficar por perto, lhe registrando permanentemente em minha memória. Carregar seu gosto na boca, seu cheiro no corpo. 
Te proteger dos maus sonhos. Te trazer bons sonhos. Estar aqui quando acordares. Ser o primeiro signo a você ler.

Dorme, porque merecemos sonhar!